quinta-feira, 30 de maio de 2013

Caminho do caminhar

A poesia que me surge
Nessa noite de meia lua
Nasce do azul escuro
Brota no vermelho puro
E se derrama pelo sentimento
De querer falar do que sinto
Sabendo que meu caminho
É o próprio caminhar.

Planto forças em sementes
Espalho amizade em meu cantar,
Meu coração presente, que sente
Me escuta,
Me entende,
E vem me aconselhar
Dizendo perguntas,
Perguntando conselhos,
Que eu não sei explicar.

A calma é minha reza,
Descanço, o meu sonhar.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Amar sem fim





Sinto saudades
Esquecendo planos
Vontades não realizadas,
Confiando no amanhecer.

Sou vento e água que corre

Quero olhar para minha vida
Escrever o que eu quiser,
Amar sem fim.

Eu sei do que páira belo em mim.
Sei do que me corta e me descúida.
Não sei de tantas coisas.

Realizarei meu silêncio ansiado por tanto tempo
Amar a mim seguindo o que me ofereço
Abrindo as janelas do coração pros encantos do Universo

Andarei sozinha
Pelas terras de tantas cores
A cantar a Lua e ao Sol,
Ao  coração.

Ardente contato que me toca.
Escutei a separação que pedi.
Escuto

Me ensino a refazer o que pretendo,
O que me faz clarear.
Farei do que escrevo novamente uma eterna amizade.
Acredito em mim como ninguém acreditaria.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pertenço ao que sou

Como um redemoinho
Um movimento se espirala
Por algum canto de mim
Que centraliza
Algo que não finda

Em cores e sons
Que parecem refazer
Pedaços que encaixam
E desenham sentidos
O desconhecido
Se apresenta parente
E o momento em que sinto
O pé no chão e o
Corpo no ar
Me declara realidade

Vôo no meio do espiral
Me transformando
Em todo momento
Radiando passos
Caminhos trilhados
Sorrindo pra simplicidade
Amando o coração
Olhando as flores
Que nascem em meus cuidados
Sobre minha leveza de apreciar
A bela vida que está a viver

Ando nas matas de mim
Nascidas pelo dourado solar
Alimentando os conhecimentos vivenciados
Os sonhos que apontam
As palavras que permanecem
E sei

Que sinto

Que estou

Que passo

E que em cada passo me vejo
Em cada silêncio me penso
Em cada encontro me recebo








terça-feira, 14 de maio de 2013

Tudo o que com palavras não consigo dizer



O que com palavras não consigo dizer
Passeia pelo ventre do coração
Lançando-se num eterno movimento
De partida e chegada
E flui no sangue como condição
De um olhar firme e belo
Que reconhece os mistérios
Compreendidos sobre os cuidados
do próprio ser.

Não consigo dizer o que sinto
Nesse sopro que minha voz pertence
Enquanto os meus pés
Pisam a Terra
Na qual brotei
Como centro da imensidão.

Olhar preciso
Que troca reverências de reconhecimento
Com tudo o que me acerca
Bebendo constantemente
O aprendizado do amor sempre presente.

Nativa do meu lugar
Mergulho minhas mãos nos cuidados
E elevo-me em profunda gratidão ao Sol.

Pajé de mim
toca o fogo do tambor da existência
Pois o que com palavras não consigo dizer
Confirma a grandeza do que sou.

Íntimo saber


Em mim existe a sensação
De um rio que passeia
Por entre sentimentos que pertencem
A minha pureza nascida e presente

No centro do que sinto
Jorra uma fonte rica e preciosa
Que derrama sabedorias
De minha pura intimidade

Permito que a fonte guie as águas
Em qualquer espaço,
Aprofunde em qualquer caminho
Ansiado ser preenchido.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

O tempo de mim


Existem as alegrias
do céu sempre presente
da chuva que molha
um jardim de flores
que parecem cantar
imensa pureza
exalando perfume sereno
O Sol que nasce e renova
 o ciclo da existência
 e o ar que sustenta
 a poesia viva
 pertencem ao meu cantar
A tristeza
é o encanto da transformação,
o fogo do Universo
a beleza divina
 alento do recomeço

O presente é um presente
Vôo da águia
que fita o Sol
 coração cristalino
 iluminando o sentido
Criança
menina
mulher


sabedoria - floresta de jóias

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Do sentir


No profundo de minhas sensações
Nado a reparar os raios de luz
Que penetram o mar imenso
No qual me encontro em contato pleno.

Visito imensidões que me recebem
Reflito o explendor que aparece
Realço o brilho das raridades
E afirmo um coração que sente e sabe.

Querendo ficar eu fico
E assim estou sendo
Movendo o que me move
Vivendo o que me vive.

Mulher amor


Sinto a noite amiga
A se aproximar do calmo peito meu

A Lua apagada
No céu de estrelas reluzentes
Me abraça
Enquanto meu coração pulsa
Na eternidade do sentir-se

Recolho-me aberta
E escuto pássaros de mim
Suas asas me abanam

Declaro-me amante do que ressoa
Quando percebo o que me digo

Sou mulher, sou amor.