segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pertenço ao que sou

Como um redemoinho
Um movimento se espirala
Por algum canto de mim
Que centraliza
Algo que não finda

Em cores e sons
Que parecem refazer
Pedaços que encaixam
E desenham sentidos
O desconhecido
Se apresenta parente
E o momento em que sinto
O pé no chão e o
Corpo no ar
Me declara realidade

Vôo no meio do espiral
Me transformando
Em todo momento
Radiando passos
Caminhos trilhados
Sorrindo pra simplicidade
Amando o coração
Olhando as flores
Que nascem em meus cuidados
Sobre minha leveza de apreciar
A bela vida que está a viver

Ando nas matas de mim
Nascidas pelo dourado solar
Alimentando os conhecimentos vivenciados
Os sonhos que apontam
As palavras que permanecem
E sei

Que sinto

Que estou

Que passo

E que em cada passo me vejo
Em cada silêncio me penso
Em cada encontro me recebo








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